quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Ser



Sou tudo o que busco
E nada do que desejo
A chave para o abismo
E a porta para a felicidade

Entre quatro paredes
Enegreço-me sofregadamente
Em meus cálidos e sombrios
pensamentos
Como se o mundo fechasse à
minha frente e suspirasse
pesadamente aspirando por
liberdade.

Jamais muda-se a alma
Negra, comprimida de desilusões
e alicerçada na aspereza
da imcompreensão
Jamais compreende-se o coração
que fala e cala
Que chama e grita
E não quer fazê-lo
Jamais ouve-se exatamente!

Indefinido


Nada me parece exato
A não ser a certeza de amar
Nada é objetivo, claro  e definido
A interferência da dor
É lúcida em nossas mentes
Viver é tornar-se mais alguém
É sonhar e vibrar com as vitórias
É ter a certeza de que se está bem
É muito mais...
É sentir seu próprio sorriso
Como uma arma contra o
Desespero
É tornar-se vivo para não
Morrer...
Deve-se procurar afastar as
Lágrimas
Que nos derrotam
Os sentimentos que nos abalam
E nos deixam menores
Somos sim o equilíbrio do mundo,
A força do amor nos corações
Selvagens
O escudo contra o desamor e o
Abandono
Somos a consciência do mundo
Que luta pela paz nos cantos
Subumanos
Desse recanto chamado Terra.

Se um dia...



Se um dia estiveres pensando...
Que tua vida
virou o oposto do que sonhavas
Um tédio inocente
Toma conta de teu rosto pequeno,
Abatido, cansado
Amargurado pelas desilusões...
Se um dia...
Ao acordares
E ver que não alegrou-se
Entristeceu em pensar que existe

Se um dia
Ao rever teu pai
Não sentires nada
E o abatimento no rosto daquele velho
Não te surpreender

Se um dia...
Amanhecendo o dia
E você acordar sem vida
Certamente, se pudesse
Você desejaria infinitamente
Viver!
E ver nas coisas simples
As mais puras e belas
Do Mundo!