sábado, 19 de março de 2011

Texto Narrativo

ENREDO
     O enredo consiste na narrativa de acontecimentos cuja ênfase recai sobre a casualidade. Ao criar o enredo, o narrador procura estimular o leitor a imaginar e antecipar fatos, participando da construção dos sentidos do texto.

O conflito e as partes do enredo
    Uma história completa apresenta os elementos fundamentais da narrativa: fatos, personagens, lugar e tempo. Os fatos são organizados de forma a apresentarem uma sequência de começo, meio e fim. Mas esses elementos, para se estruturaram, precisam de um conflito. O conflito é um problema a ser superado pela personagem. É responsável pela tensão que organiza os fatos. O conflito cria no leitor uma expectativa relativa aos fatos da história. Sem conflito não há história, nem enredo.
 
TEMPO

      O narrador procura situar os acontecimentos que narra em um determinado tempo no qual se passa a história. A seguir, apresentamos alguns níveis nos quais o narrador pode trabalhar o tempo:


Tempo cronológico
      É o tempo que transcorre na ordem natural dos fatos, do começo para o final. Também é chamado tempo linear, pode ser medido em horas, dias, meses, anos, séculos etc.

Tempo psicológico
      Essa abordagem do tempo é característica do enredo não linear, aquele em que os acontecimentos são narrados fora da ordem natural. Geralmente, transcorre obedecendo a memória ou a imaginação do narrador ou de uma determinada personagem.

Técnica do flash-back
      O flash-back é uma técnica narrativa que tem por característica o fato de voltar no tempo. Costuma ocorrer quando a personagem deseja lembrar a outra personagem (ou ao leitor) fatos relevantes que ocorreram em um tempo anterior à narrativa. Um exemplo clássico do uso dessa técnica encontra-se no Memórias póstumas de Brás Cubas, o exemplar romance de Machado de Assis.

ESPAÇO
     Refere-se ao lugar onde se passa a ação. Articula-se com as personagens e com elas mantém estrita relação de interação. Pode, dessa forma, influenciar suas atitudes ou ser transformado por elas.

O espaço físico ou geográfico

     Retrata o lugar onde acontecem os fatos: em uma casa, em uma praça, em uma cidade etc. Via de regra, obedece à movimentação das personagens. As descrições do espaço entremeiam as ações do enredo, ampliando-as. Geralmente, é possível identificar se espaço é aberto, fechado, urbano rural etc.

O espaço (ambiente) social
      Retrata as condições socioeconômicas, morais e psicológicas das personagens. Alguns estudiosos sugerem para esse tipo de espaço o nome de ambiente. Para eles a denominação ambiente engloba tanto o tempo quanto o espaço. Sendo assim, o ambiente, entre outras coisas, situaria as personagens na época, no grupo social e nas condições em que se desenvolve o enredo.

Sobre a vírgula

 Vírgula pode ser uma pausa.... ou não.
 Não, espere..
 Não espere..

 Ela pode sumir com seu dinheiro.
 23,4.
 2,34.

 Pode criar heróis..
 Isso só, ele resolve.
 Isso só ele resolve.

 Ela pode ser a solução.
 Vamos perder, nada foi resolvido.
 Vamos perder nada, foi resolvido.

 A vírgula muda uma opinião.
 Não queremos saber.
 Não, queremos saber.

 A vírgula pode condenar ou salvar.
 Não tenha clemência!
 Não, tenha clemência!

 Uma vírgula muda tudo.

A galinha ruiva


Um dia a galinha Ruiva estava ciscando no quintal com seus pintainhos e achou um grão de trigo.
    -          Quem quer plantar este grãozinho de trigo? – perguntou ela.
    -          Eu não quero, disse o peru.
    -          Eu também não, disse o gato.
    -          Nem eu, disse o cachorro.
   -          Muito bem, então eu mesma plantarei, pensou a galinha Ruiva.
Passado algum tempo o pé de trigo cresceu e ficou maduro. Ao terminar tornou a pergunta aos amigos.
   -          Quem quer debulhar o trigo?
Nem o peru, nem o gato e nem o cachorro quiseram.
Lá se foi a Galinha Ruiva colher, descascar, debulhar o trigo e moer os grãos.
Ela trabalhou muito. Levou o saco com os grãos nas costas até o moinho e carregou tudo de volta.
Quando chegou à casa, bem cansada resolveu fazer o bolo. Antes, convidou, mais uma vez, os três amigos:
   -          Quem quer me ajudar a fazer o bolo?
   -          Eu não quero, disse o peru.
   -          Eu também não, disse o gato.
   -          Nem eu, disse o cachorro.
O bolo ficou muito gostoso. O cheirinho saiu pelas janelas e atraiu os preguiçosos.
A Galinha Ruiva, só para ver a cara de pau dos três perguntou:
       -      E agora, quem quer ajudar o comer o bolo?
Dessa vez foi tudo diferente:
   -          Oh! Eu ajudarei, disse o peru.
   -          Eu também, disse o gato.
   -          E eu, disse o cachorro.
Mas a galinha Ruiva que não era boba foi logo dizendo:
   -          Pois fiquem sabendo que não vão provar nem um pedacinho. Saibam que agora dispenso ajuda. Quem não
quis trabalhar não comerá.
Chamou os pintainhos e repartiu o bolo com eles. O gato, o peru e o cachorro ficaram muito tristes e aprenderam o quanto é feio ser preguiçoso.
                                                                                                                                                                               Conto Popular.

 

Ficha Literária

 

Com relação à obra lida, destaque os seguintes aspectos:

1. Autor:

2. Título:

3. Personagens:

* protagonistas –
* antagonistas –

4. Destaque um personagem entre os principais, e cite suas características psicológicas:

5. Foco Narrativo:
6. Tempo e Espaço:

7. Apresente o resumo da obra:

8. Destaque um aspecto da obra que tenha lhe chamado a atenção e comente a respeito:

"Tenho pensamentos que, se pudesse revelá-los e fazê-los viver, acrescentariam nova luminosidade às estrelas, nova beleza ao mundo e maior amor ao coração dos homens." (Fernando Pessoa)

Trabalhando com gibi




OBJETIVO – Colocar fala em balões com sequência formando uma história, utilizando quadrinhos de gibis.

DESENVOLVIMENTO

 O professor solicitará que os alunos tragam gibis ou distribuirá 2 ou 3 folhas para cada um.
        Cada aluno montará uma história em quadrinhos, seguindo os seguintes passos:

1.     Recortar os quadrinhos e tirar todos os balões originais.
2.    Colocar no mínimo nove quadrinhos dos que recortou em cima da carteira de modo a formar uma seqüência.
3.    Tomar uma folha de sulfite horizontalmente, fazer uma margem de dois centímetros no lado esquerdo da folha.
4.    Dividir o restante da folha em nove retângulos.
5.    Colar em cada retângulo, um dos quadrinhos que recortou, na mesma seqüência que estava em cima da carteira.
6.    Fazer os balões de cada personagem, (escolhendo entre fala, pensamento, cochicho, grito), sempre observando que o texto deverá ter seqüência.
7.    Dar um nome para a história. Se o aluno desejar colocar mais de nove quadrinhos em sua história, poderá ocupar o verso da folha.
8.    Recolher as histórias e junta-las para formar um livro.
9.    Fazer uma capa em que conste:
·        Nome da escola
·        Nome da turma
·        Nome da atividade
·        Ano em que foi realizada

A velha e os ladrões



Era uma vez uma velha que morava nos arredores de um povoado. Uma noite estava se aquecendo junto ao fogão com a única companhia  das chamas quando, de repente, ouviu ruídos  em cima, em sue quarto.
Surpresa, disse:
-         Eu diria que há ruídos lá em cima. Ou será impressão minha?
Depois ouviu claramente passos que iam de um lado para o outro e compreendeu que se tratava de ladrões que tinham ido roubá-la. Como estava sozinha e ninguém podia acudir em sua ajuda, começou a pensar:
-           O que é que eu poderia fazer para esses ladrões irem embora? Ah, já sei!

Qual você acha que foi a idéia da velha para expulsar os ladrões?
Leia bem o texto antes de responder e preste atenção no lugar em que ela morava, no fato de se encontrar sozinha e ser velha. Escreva sua resposta, acabe a leitura e veja se sua hipótese se confirma.

A verdade e a mentira


A verdade e a mentira


                A estrada do ideal está deserta. Somente ao fundo se vê uma casinha assombrada por uma figura raquítica. Um viajante, caminhando por montanhas e vales, chegou a uma porta onde estava uma menina loura, de aspecto enfermiço, e perguntou-lhe:
-                Como te chamas, menina?
-                Verdade.
-                E por que vives tão longe da cidade?
-                Porque desterraram a mim e minha mãe.
-                Quem te desterrou?
-                A rainha daquela cidade, a Mentira e seus filhos: o
Interesse, a Calúnia, a Injustiça, o Engano e a Adulação.
Todos se uniram contra nós, meu senhor.
                - Quem é tua mãe?
                - A viúva do Bem.
                - E chama-se?
                - Consciência.
                A esta palavra, o viajante acariciou afetuosamente a pobre menina, despediu-se e voltando as costas à cidade, começou a afastar-se. A menina, então perguntou:
                - E o senhor, quem é?
                - O DEVER.
                Respondeu e desapareceu.
                Dizem que raríssimas vezes, se encontra esse viajante sobre a face da Terra.
                                                               Quintino Bocaiúva.

Responda em outra folha ou caderno

1) Copie, substituindo as palavras em destaque por outras do texto, sem que altere o sentido:
a) A estrada do ideal está despovoada.
b) ... ao fundo se vê uma casinha toldada por uma figura franzina.
c) ... uma menina loura, de aspecto doentio.
d) Porque baniram a mim e a minha mãe.

2) Dê o significado de :
a) acariciou:                            c) peregrino:
b) dever:                                d) desterraram:
e) enfermiço:

3) Quem desterrou a menina e sua mãe foi...
4) Os filhos da mentira são...
5) Dê sua opinião:
a) Por que dizem que o Dever é encontrado raríssimas vezes sobre a Terra?
b) “Uma pessoa que tem consciência é aliada da Verdade”. Por quê?
c) Você acredita que uma pessoa que se esconde atrás da Mentira pode ser feliz? Por quê?
d) Por que o autor descreve a Verdade como uma menina raquítica, de aspecto enfermiço?