sábado, 19 de março de 2011

Trabalhando com gibi




OBJETIVO – Colocar fala em balões com sequência formando uma história, utilizando quadrinhos de gibis.

DESENVOLVIMENTO

 O professor solicitará que os alunos tragam gibis ou distribuirá 2 ou 3 folhas para cada um.
        Cada aluno montará uma história em quadrinhos, seguindo os seguintes passos:

1.     Recortar os quadrinhos e tirar todos os balões originais.
2.    Colocar no mínimo nove quadrinhos dos que recortou em cima da carteira de modo a formar uma seqüência.
3.    Tomar uma folha de sulfite horizontalmente, fazer uma margem de dois centímetros no lado esquerdo da folha.
4.    Dividir o restante da folha em nove retângulos.
5.    Colar em cada retângulo, um dos quadrinhos que recortou, na mesma seqüência que estava em cima da carteira.
6.    Fazer os balões de cada personagem, (escolhendo entre fala, pensamento, cochicho, grito), sempre observando que o texto deverá ter seqüência.
7.    Dar um nome para a história. Se o aluno desejar colocar mais de nove quadrinhos em sua história, poderá ocupar o verso da folha.
8.    Recolher as histórias e junta-las para formar um livro.
9.    Fazer uma capa em que conste:
·        Nome da escola
·        Nome da turma
·        Nome da atividade
·        Ano em que foi realizada

A velha e os ladrões



Era uma vez uma velha que morava nos arredores de um povoado. Uma noite estava se aquecendo junto ao fogão com a única companhia  das chamas quando, de repente, ouviu ruídos  em cima, em sue quarto.
Surpresa, disse:
-         Eu diria que há ruídos lá em cima. Ou será impressão minha?
Depois ouviu claramente passos que iam de um lado para o outro e compreendeu que se tratava de ladrões que tinham ido roubá-la. Como estava sozinha e ninguém podia acudir em sua ajuda, começou a pensar:
-           O que é que eu poderia fazer para esses ladrões irem embora? Ah, já sei!

Qual você acha que foi a idéia da velha para expulsar os ladrões?
Leia bem o texto antes de responder e preste atenção no lugar em que ela morava, no fato de se encontrar sozinha e ser velha. Escreva sua resposta, acabe a leitura e veja se sua hipótese se confirma.

A verdade e a mentira


A verdade e a mentira


                A estrada do ideal está deserta. Somente ao fundo se vê uma casinha assombrada por uma figura raquítica. Um viajante, caminhando por montanhas e vales, chegou a uma porta onde estava uma menina loura, de aspecto enfermiço, e perguntou-lhe:
-                Como te chamas, menina?
-                Verdade.
-                E por que vives tão longe da cidade?
-                Porque desterraram a mim e minha mãe.
-                Quem te desterrou?
-                A rainha daquela cidade, a Mentira e seus filhos: o
Interesse, a Calúnia, a Injustiça, o Engano e a Adulação.
Todos se uniram contra nós, meu senhor.
                - Quem é tua mãe?
                - A viúva do Bem.
                - E chama-se?
                - Consciência.
                A esta palavra, o viajante acariciou afetuosamente a pobre menina, despediu-se e voltando as costas à cidade, começou a afastar-se. A menina, então perguntou:
                - E o senhor, quem é?
                - O DEVER.
                Respondeu e desapareceu.
                Dizem que raríssimas vezes, se encontra esse viajante sobre a face da Terra.
                                                               Quintino Bocaiúva.

Responda em outra folha ou caderno

1) Copie, substituindo as palavras em destaque por outras do texto, sem que altere o sentido:
a) A estrada do ideal está despovoada.
b) ... ao fundo se vê uma casinha toldada por uma figura franzina.
c) ... uma menina loura, de aspecto doentio.
d) Porque baniram a mim e a minha mãe.

2) Dê o significado de :
a) acariciou:                            c) peregrino:
b) dever:                                d) desterraram:
e) enfermiço:

3) Quem desterrou a menina e sua mãe foi...
4) Os filhos da mentira são...
5) Dê sua opinião:
a) Por que dizem que o Dever é encontrado raríssimas vezes sobre a Terra?
b) “Uma pessoa que tem consciência é aliada da Verdade”. Por quê?
c) Você acredita que uma pessoa que se esconde atrás da Mentira pode ser feliz? Por quê?
d) Por que o autor descreve a Verdade como uma menina raquítica, de aspecto enfermiço?

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

A morte



Ingrata arrebata um ser indefeso.
Toma-lhe de dores e incertezas de quantas horas terá de vida.
Contam-se as horas à espera de um milagre dos Céus.
Mas é fera e fugaz. Sem saber ao certo
ela vem e corrompe os sentidos.
Traz a solidão e o desespero aos ente queridos.
Não pergunta, não quer saber dos sentimentos...
E todos estão à volta de um corpo.
Sem vida,
sem esperanças,
sem sonhos,
sem nada.
A dor enfraquece os próximos...
A dor da perda,
A dor da morte.
E aqueles olhos límpidos como o mar
Lançam-se em direção ao horizonte,
como que questionando o porquê de
terem sido abandonados,
à procura de respostas,
lágrimas caem sem parar
sangrando o brilho de olhos profundos
puros, cansados...
Por que Deus? Por quê?

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Condição humana




      O que nos torna seres humanos? Será a matéria, o corpo ou o fato de nos sensibilizarmos, de termos sentimentos, sentirmos alegria, tristezas, raiva e nos comover com situações tão deprimentes a que chega o homem.
      Vive-se todos os dias em função de  afazeres, questiona-se o trabalho, o fato de haver mais um dia, o fato de estar chovendo ou fazendo muito calor. Nos indignamos com o vizinho, com o barulho nas ruas, o transtorno nos ônibus lotados, trânsito que atrapalha os horários de trabalho... enfim...
      Drásticos são os dias se observarmos a dramaturgia que se faz deles. Porém, ninguém se preocupa com o drama que se encontra logo ali, na outra esquina, nos becos úmidos, cheirando a mofo e camuflados por cimento.
      Há muitas vidas que sofrem na aspereza da ingratidão humana, alienadas pela sociedade que exclue e os condiciona a animais, maltrapilhos, bêbados, abandonados, míseros seres pequeninos à espera da graça humana, de um mundo justo e digno para se viver.
     De um lado, a arrogância aliada à futilidade. De outro, a submissão humana condicionada à prisão de se viver indignamente.


Velhice



Doce olhar de menina
que acalenta sonhos
e vive como se ainda brincasse.
A velhice tem esses olhar
assim descritos.
Que penetra-nos como se refletisse
parecendo querer nos dizer algo.
Como se o mundo fosse menos imponente
que sua sábia experiência.
Seu olhar nos remete a um lugar longínquo
praticamente inabitado, em que as pessoas
respeitam a beleza da sabedoria.
Este olhar penetrante e fascinante
Nos observa constantemente
como se muito demorássemos
para perceber os seus sentimentos
ou ignorássemos seus sonhos e ilusões.
Aliados a este olhar estão os gestos
pequenos e graciosos
Lentos e tão seguros de si
Murmuram palavras enigmáticas
como as de uma criança
que inicia sua vida neste mundo.
A velhice é sim, o voltar a ser criança
Uma vez que se fecha como num casulo
e espera, para mais tarde,
Renascer para a vida!

Injustiças

Injustiças...
São manchas negras à espera de bajulações.
Dilacerantes, cortam e provocam a dor
Incessantemente atraem o cheiro podre
que enfastia os ambientes.
Enegrecem o espaço
e convencem à miséria humana.
Vejo pessoas que se espreitam ao lado das injustiças,
deliciando-se com seu sabor e
se alimentando dos restos,
das sobras da condição humana.
A pena é o único olhar a estes seres
que não sabem da vida,
invejam aqueles que apostam em seus dias
a condição para ser mais feliz,
viver para saciar os filhos e a mulher
e voltar para casa mais feliz
por mais um dia ter sido digno
de ser chamado de humano.
Enquanto os "outros", hipócritas
São convencidos pela estupidez
e arrogância de achar que a vida
é a condição para a morbidez humana.